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A perseverança para sobreviver no Estágio de Vida na Selva

Enfrentaram o frio, o medo
a morte, a fúria dos bichos
Enfrentaram o frio

Lança na mão hei hei hei
Caçador hei hei hei
Predador hei hei hei
Da Amazônia, das savanas

(Ronaldo Barbosa – Abangüera)

Se eu pudesse resumir o Estágio de Vida na Selva e Técnicas Especiais em poucas palavras, eu afirmaria que é um estágio riquíssimo, onde tive a oportunidade de me sentir mais brasileira. Conhecer e aprender com pessoas de outras regiões do Brasil é uma experiência muito significativa. Essa foi uma semana que eu aprendi um pouco mais da nossa Amazônia, da nossa gente, da nossa terra.

Os personagens, desta vez, são os cadetes do segundo ano da Academia Militar das Agulhas Negras. Como diferencial neste estágio, podemos destacar os instrutores do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e do Centro de Instrução e Operações na Caatinga (CIOpC), que vieram até Resende para ensiná-los. As instruções ocorreram na Área de Instrução Especial Capitão Lacerda (AIEsp), localizada na própria Academia.

Obtenção de água e fogo

Muito além de uma instrução, os conhecimentos sobre obtenção de água e fogo na selva valem para a vida. Sem esses dois elementos, sobreviver na natureza é impossível.

A evolução da humanidade tornou-se possível graças ao domínio do fogo. Na foto, Sargento Vanilson demonstra aos cadetes algumas técnicas para obtenção de fogo.

 

“Um fogo cuidadosamente manejado podia transformar bosques cerrados intransponíveis em campos cheios de animais de caça.” (Trecho do livro Sapiens: uma breve história da Humanidade)

Sobreviver na selva

Camuflagem
Deslocamento do pelotão: mais instruções pela frente.

Construção de abrigos improvisados e semi-permanentes

Técnicas aeromóveis 

Nesta etapa do estágio, os cadetes do segundo ano aprendem técnicas de desembarque em aeronaves, desova em meio aquático e desembarque pela técnica do rapel. Esse aprendizado também será útil no Estágio de Patrulhas de longo alcance.

Obtenção de alimentos de origem vegetal | Caatinga

O Centro de Instrução e Operações na Caatinga (CIOpC) também esteve presente no estágio para mostrar os alimentos que podemos consumir nesta região. Na foto, Tenente Freire explica sobre a Palminha, vegetal típico da Caatinga.
Após as demonstrações, os estagiários experimentaram alguns vegetais da Caatinga.
A umbuzada, bebida típica do Nordeste, é feita com o fruto do umbuzeiro. A bebida é preparada a partir do cozimento do umbu, misturado com açúcar e leite.

Obtenção de alimentos de origem vegetal | Amazônia

Se na Caatinga os vegetais são semelhantes, na Amazônia o cenário muda. A maior riqueza do Brasil estava em todos os lugares: dos alimentos até as grandes árvores e rios.
Na foto, o instrutor mostra alguns alimentos. Neste ano, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) divulgou um relatório que apontou 216 novas espécies de plantas na Amazônia.
A experiência de um homem que serviu no Centro de Instrução de Guerra na Selva por mais de 30 anos ampliava os horizontes dos futuros combatentes do Brasil.
A variedade de bebidas, frutas e vegetais era imensa.
Esse é o 3º Sargento Claudio Silva Bandeira. Em 1982, ingressou no Exército Brasileiro como soldado. Adquiriu muita experiência – sempre presente na Amazônia, servindo fielmente à Pátria. Por merecimento, foi promovido a Sargento. Ele continua no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), compartilhando suas conhecimentos e instruindo os futuros guerreiros da selva.

Laços de Honra – O outro lado do Exército é um projeto fotográfico que retrata a formação do oficial combatente do Exército Brasileiro. A série fotográfica contempla as quatro escolas de formação militar: a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) e a Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME).

www.paulamariane.com.br/blog

 

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